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Mau cheiro insuportável e reclamações levaram vereadores a sugerir interdição do aterro


Odor insuportável, degradação ambiental, passivo interminável colocado na conta da população de Caieiras. Diante dessas constatações, o aterro sanitário em Caieiras recebe atualmente lixo oriundo de 16 cidades, além da metade do resíduo doméstico da capital e o dos piscinões. Só para se ter a ideia do que isso representa, o lixo coletado em Iguape percorre 218 quilômetros de “viagem”, até ser depositado no aterro operado pela Essencis.
No início da segunda quinzena do mês passado, um galpão de um mega supermercado pegou fogo. Os resíduos decorrentes desse incêndio foram transportados ao aterro caieirense, causando emissões de substâncias odoríferas totalmente fora do aceitável. Conclusão: bairros distantes do aterro, como a vila dos Pinheiros, por exemplo, foram atingidos pelo mau cheiro, revoltando a população. No centro o odor também se espalhou.
Perante as inúmeras reclamações constatadas, choveram denúncias perante a Ouvidoria Municipal, aos vereadores e mesmo junto às associações de bairros que os representam. A Câmara Municipal, liderada pelo Dr. Panelli e demais vereadores, emitiu Ofício (006/2018), sugerindo ao prefeito Gersinho que tome medidas urgentes e necessárias para dar cabo à situação incômoda
“Não dá para tolerar esse tipo de ocorrência. A população já sofre naturalmente com essa questão há anos. O que todos os vereadores fizeram foi assinar o documento (Ofício), sugerindo ao prefeito Gersinho que analisasse até mesmo a interdição do aterro até que o problema seja detectado. É preciso que alguma providência seja tomada com rapidez. Quem reside próximo ao aterro sabe que sua residência foi desvalorizada assim como a qualidade de vida simplesmente despencou”, analisa o presidente da Câmara, Dr. Panelli.
Citando que muito embora reconheça que em 2010 foi criada a Política Nacional de Resíduos Sólidos, decretando o fim dos lixões, espaços a céu aberto sem proteção do solo junto às cidades, contudo o Senado ampliou o prazo para 2021, Dr. Panelli ressaltou que o caieirense merece dignidade maior em relação a essa matéria que incide diretamente na qualidade de vida das pessoas.
“Por isso que nós, representantes da população, requeremos que haja o monitoramento imediato, inspeção junto sistema de tratamento de fluentes, filtragem e eliminação de gases por conta de técnicos competentes no afã de retomar a normalidade ao aterro. Secretarias de Obras, Meio Ambiente, Saúde e o setor de Vigilância Sanitária igualmente foram requisitados por nós para que a situação seja resolvida rapidamente”, completou, indignado.