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Desmistificando a Síndrome de Down
Projeto conjunto de Dr. Panelli e Birruga resulta na instituição de março como “o mês da conscientização sobre a síndrome de Down” no município de Caieiras
Foi aprovado em única discussão o Projeto de Lei 035/2019, que institui no calendário oficial de Caieiras março com sendo o “Mês da Conscientização sobre a Síndrome de Down”. A propositura resultou da união de ideias dos vereadores Dr. Panelli (presidente) e Birruga (1º Secretário). Segundo eles, o projeto surgiu após pessoas (pais, familiares, profissionais e amigos) dos portadores da síndrome. “Queremos promover a colaboração em toda a sociedade para garantir a inclusão dessas pessoas em todos os setores da cidade”, destacou Dr. Panelli.
Na realidade o projeto focou no fato já em vigor, fazendo com que em março as atenções se voltem para a Síndrome de Down. A data oficial é no dia 21, quando mundialmente se discute a importância de conscientizar a população sobre a importância da luta pelos direitos igualitários das pessoas que têm a síndrome. No Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem aproximadamente 300 mil pessoas com a tal síndrome.
Atuante junto às causas que historicamente precisam de um olhar mais humano por conta dos governantes, o presidente da Câmara lembra que “tecnicamente, a Síndrome de Down é uma alteração genética causada pela presença de três cromossomos 21 em todas ou na maior parte das células de um indivíduo”. Ampliando a explicação, Dr. Panelli recorda que exames não invasivos podem ajudar no diagnóstico ainda no útero e indicar o melhor tratamento após o nascimento.
Segundo especialistas os portadores da Síndrome de Down devem receber acompanhamento desde a infância e que a alfabetização deve ser como de qualquer pessoa. Além disso, sempre que possível devem fazer atividades que promovam o desenvolvimento motor e intelectual, destacando que o apoio e compreensão dos amigos também é fundamental.
Se valendo de informações do instituto Genomika, os vereadores alertaram que um dos principais critérios que determina o risco de um casal ter um bebê com Síndrome de Down é a idade materna. “Quanto mais velhos os óvulos, maior a chance de acontecer um erro na divisão celular. Essa chance aumenta ainda mais após os 40 anos”, informam.
Médicos salientam que a partir da coleta do sangue da mãe, é possível diagnosticar se o bebê tem anomalias cromossômicas. O exame é 99% confiável. Após o nascimento, um exame cariótipo pode confirmar o diagnóstico. O procedimento analisa o material genético, estudando a quantidade e formação estrutural dos cromossomos.
COMO FUNCIONARÁ
A lei inclui no calendário oficial de eventos o Dia Municipal de Conscientização e Desenvolvimento de Ações Públicas e Sociais no campo da Síndrome de Down, a ser comemorado anualmente no dia 21 de março, consistirá, na prática, a partir de promoções de eventos, caminhada, distribuição de folhetos, encontros públicos e outros atos que promovam a conscientização sobre a Síndrome de Down na comunidade, além de instituir um conjunto de ações em parceria com a sociedade voltados para a compreensão, apoio, educação, saúde qualidade de vida, trabalho e combate ao preconceito, entre outras.
Tanto Dr. Panelli quanto Birruga apontam que o trabalho está direcionado para cada vez mais promover a inclusão das pessoas com Síndrome de Down. “Precisamos abrir, ampliar esse debate, dar oportunidade para que essas pessoas tenham espaço nas esferas de poder, sejam trabalhando na Prefeitura, Câmara, órgãos afins. Como igualmente esperamos que a iniciativa privada abra as suas portas e acolha esses portadores. Dignidade. Cremos ser este o principal objetivo do projeto”, esclarece Dr. Panelli.